Jogo em Santiago pode empurrar Cruzeiro para crise na Libertadores
Duelo da Raposa contra o Universidad do Chile será divisor de águas para a temporada da equipe comandada por Artur Jorge O Cruzeiro chega a Santiago com uma d...
Duelo da Raposa contra o Universidad do Chile será divisor de águas para a temporada da equipe comandada por Artur Jorge
O Cruzeiro chega a Santiago com uma daquelas partidas que dispensam adjetivos grandiosos, embora os comportem. O confronto desta quarta-feira, às 23h (de Brasília), contra a Universidad Católica, na Claro Arena, pela quarta rodada do Grupo D da Copa Libertadores, não é apenas mais um compromisso de fase de grupos.
É o jogo que pode redefinir o rumo do Clube Celeste no torneio. Não por falta de calendário, mas porque, a esta altura, já não há muito espaço para interpretações benevolentes: o que vier de Santiago tende a pesar, e muito, no destino do Cruzeiro.
Antes de qualquer projeção mais ousada, convém olhar para o cenário nada simples. O Grupo D apresenta aquele tipo de “equilíbrio” que costuma enganar: Universidad Católica, Boca Juniors e Cruzeiro somam os mesmos seis pontos e, nos critérios que realmente importam nesse estágio — os confrontos diretos —, também não se diferenciam no saldo. As informçãoes são do portal NoAtaque.
Entenda os cenários da Raposa na Libertadores
A liderança, portanto, não nasce de superioridade clara, mas de detalhe. No caso, a equipe chilena leva vantagem pelo número de gols marcados nesses duelos específicos: três, o suficiente para colocá-la à frente — ao menos por ora. Cruzeiro e Boca Juniors, com dois gols anotados nesses confrontos diretos, precisaram recorrer ao critério seguinte — o saldo geral. Aí, a diferença, ainda que discreta, já produz hierarquia: os argentinos têm três de saldo, contra dois da equipe brasileira.
Não é uma distância que autorize certezas, mas basta para ordenar a tabela. Assim, os Xeneizes aparecem em segundo, enquanto a Raposa surge em terceiro — posições que, no papel, dizem pouco, mas que, na prática, começam a desenhar o grau de urgência de cada um. No fundo da tabela, o Barcelona SC cumpre papel quase protocolar até aqui: ainda não pontuou e fecha a chave, mais como espectador do equilíbrio alheio do que como protagonista.
Delegação do Cabuloso em embarque rumo ao Chile – Foto: Gustavo Martins/ CruzeiroSe vencer a Universidad Católica, o Cruzeiro chega a nove pontos, assume a liderança do Grupo D da Copa Libertadores e mantém controle relevante do próprio destino — mesmo diante de eventual vitória do Boca Juniors, já que leva vantagem no confronto direto. O cenário, nesse caso, permite administrar as rodadas finais com margem: ainda enfrentaria os argentinos fora e o Barcelona SC em casa, com a perspectiva plausível de atingir 12 pontos e encaminhar a classificação.
Empate ou derrota pode complicar a vida do Zeiro

O empate, por sua vez, reduz o campo de manobra: levaria o Cruzeiro a sete pontos, provavelmente atrás do Boca, e o colocaria em disputa direta com os chilenos pela segunda vaga, em um contexto menos favorável, inclusive pelo mando de campo nas rodadas restantes. A derrota, por fim, elimina qualquer zona de conforto — se é que ela existia.
O Cruzeiro permaneceria com seis pontos, veria a Católica abrir vantagem e passaria a depender não apenas de resultados próprios, mas de combinações. Seria obrigado a vencer Boca e Barcelona e, ainda assim, olhar para os lados, à espera de tropeços alheios. No fundo, os três cenários dizem a mesma coisa com graus diferentes de urgência: em grupos equilibrados, adiar definições costuma custar caro — e, às vezes, definitivamente.