Mattos errou e agravou conflito entre Robinho Jr. e Neymar, detalha Casagrande
Situação inesperada provocou uma verdadeira bola de neve em confusão no elenco e escalada expôs caos total no comando do CT Rei Pelé O Santos Futebol Clube...
Situação inesperada provocou uma verdadeira bola de neve em confusão no elenco e escalada expôs caos total no comando do CT Rei Pelé
O Santos Futebol Clube parece ter institucionalizado a crise. Não por acaso, mas por ausência de comando, de hierarquia, de qualquer ordem que lembre um clube minimamente organizado. É o que o comentarista Walter Casagrande Júnior apontou como fator notável no cotidiano do Clube.
Nesse vácuo, alguém ocupa o espaço. Para Casagrande, quem dita o ritmo é Neymar — ou, mais precisamente, o entorno que o acompanha, com destaque para seu pai. A tal “paz selada” tem mais cara de armistício do que de solução definitiva. O episódio da notificação extrajudicial expôs, mais uma vez, um Clube onde conflitos internos transbordam com facilidade.
Segundo Walter Casagrande, o pedido público de desculpas do capitão — após o empate com o Deportivo Recoleta pela Sul-Americana — funciona mais como contenção de danos do que como sinal de normalidade. De um lado, Neymar; do outro, Robinho Jr. No meio, um clube que trata como “caso encerrado” aquilo que, em ambientes mais estruturados, talvez nem tivesse chegado a existir.
Para Casão, Neymar comanda a hierarquia na Vila Belmiro
“Eu nunca presenciei briga de dois jogadores, já presenciei discussão pesada, até de empurra-empurra, pessoal entrando no meio para evitar briga. Um gerente de futebol, diretor de futebol, comissão técnica, chama os dois envolvidos, senta e fala: ‘O que está acontecendo?’, iniciou Casagrande no programa Uol News Esporte.
“Dá uma multa pros dois e se resolve ali no vestiário, mas isso quando um clube tem comando. Mas o Santos não tem hierarquia. O Neymar manda mais do que todo mundo, o pai do Neymar manda mais do que todo mundo”, completou.
Casagrande não poupou a direção do Peixe – Foto: Reprodução – TV Cultura – Programa Provoc/YouTubeCasagrande disse que a confusão não deveria ter passado do vestiário e que, em um clube organizado, a direção chamaria os envolvidos para uma conversa e aplicaria punições. Para ele, a falta de comando abre espaço para novos episódios de indisciplina.
“Um filme com apenas dois atores principais no Santos”
Para o ex-jogador, o problema não é episódico, é estrutural. O próprio Santos alimenta a espiral de noticiário negativo ao não impor limites nem estabelecer comando claro. Nesse cenário, a crítica recai sobre Alexandre Mattos. “É tudo culpa do Santos, que não tem comando, não tem presidente. Alexandre Mattos também está lá como figurante. Só tem figurante lá. Os atores principais desse filme, Santos Futebol Clube, se chama Neymar e pai do Neymar”.